Entrevista - Mara Luzir, Fisioterapeuta Postado em Outubro 24th, 2008

Mara Luzir

Mara Luzy é fisioterapeuta (Faculdade Christus), especialista em fisioterapia dermato-funcional (Faculdade Farias Brito), docente da disciplina de Fisioterapia dermato funcional (Faculdade Christus) e diretora da LUZIR saúde e estética - Fortaleza CE.

1- Quais os principais objetivos a serem alcançados pelo fisioterapeuta no tratamento estetico?

Em qualquer uma das áreas de atuação do fisioterapeuta, o seu objetivo básico é a reabilitação. No caso da fisioterapia dermato-funcional (como é conhecida a especialidade da fisioterapia que trata da parte dermatológica e estética) o objetivo principal é reabilitar os tecidos lesados, seja por patologias dermatológias (como a acne), pelo processo natural de envelhecimento ou por traumas, como em pacientes queimados. E, como objetivo comum a todos os profissionais de saúde, o fisioterapeuta atua também na previnindo a instalação desses processos, seja por orientação ou pela própria intervenção.

Para atingir os objetivos supraciados, lançamos mão de diversas técnicas e aparelhagem, muitas dessas já usadas na fisioterapia convencional (trauma-ortopédica), como a drenagem linfática manual, massofilaxia, liberação tecidual funcional, correntes elétricas para fortalecimento muscular (corrente russa), corrente galvânica entre outras, outras especialmente desenvolvidas com finalidade estética, como a corrente de alta frequência, microdermoabrasão, microcorrentes…

2- Quais os principais pontos a serem ressaltados quanto os limites entre a atuação fisioterápica e fonoaudiologica?

Os limites devem ser mantidos claros em uma equipe interdisciplinar e isso só é possível ao passo que cada membro desta equipe conhece o real trabalho do outro. A fonoaudiologia estética trabalha na normalização da motricidade oral (relaxamento, fortalecimento e adequação da função muscular), sabendo disso eu, como fisioterapeuta, profissional habilitado em, entre outras funções, na reabilitação musculo-esquelética, procuro não transpor este limite. Já que existem outras alterações a serem observadas no paciente, como função articular, tissular, não há porque me deter a mesma questão do fonoaudiólogo.
Conhecimento e bom senso, certamente, são os pontos chave quando falamos em limites entre qualquer que seja a profissão.

3- Quando voce indica tratamento estético fonoaudiologico ao paciente?

Sempre que percebo, durante a minha avaliação, que o paciente apresenta alguma alteração da mímica facial, encaminho para um fonoaudiólogo habilitado. A única dificuldade é encontra um porfissional especializado (já que não contamos com um na equipe que compõe a clínica), isso, acho, por ser uma área bastante nova para a fonoaudiologia.

4- Qual a repercussão do trabalho realizado em equipe (fisioterapeuta, fonoaudiologo, esteticista etc) quanto a satisfação do cliente sob atendimento?

Já dizia-se há muito tempo que cada ruguinha que trazemos no rosto corresponde a um momento vivido. E isso não é apenas dito popular não! Hoje sabemos que em qualquer alteração da face, seja ela decorrente do envelhecimento, ou de patologias estéticas, ou de traumatismos, existem vários sistemas do organismo contribuindo para ela. A exemplo disso temos a acne, patologia a qual torna-se impossível tratar sem ter o apoio de um dermatologista e um endocrinologiasta (ja que a maioria tem contribuição hormonal).

Quando nos propomos a disponibilizar ao paciente um equipe interdisciplinar capacitada, teremos, certamente, resultados melhores e mais duradouros. Essa condição leva o paciente se sentir mais satisfeito e ter também mais credibilidade nos tratamentos estéticos, uma dificuldade que encontramos hoje, visto que com o “bum” que tivemos nesses últimos anos, muitos foram os profissionais despreparados que passaram a contribuir negativamente ao descrédito que hoje a maioria das pessoas tem na estética.

5- Quais as novidades da area de estetica facial no panorama brasileiro?

A cada dia milhões em dinheiro são investidos na busca de novas tecnologias para a estética, mas a grande novidade é, sem dúvida, a elevação da estética a um nível científico. A estética deixou de ser apenas o “besuntamento” da paciente com porções de cremes e substâncias ditos milagrosos e passa a ser uma área de preocupação de todos os profisssionais da saúde, cada um contribuindo dentro de seus conhecimentos com a melhoria da qualidade de vida do paciente. Sim! Qualidade de vida, pois as alterações estéticas, sejam elas faciais ou corporais, afetam diretamente o psicológico do paciente (daí a importancia do psicólogo na equipe interdisciplinar), afetando também a qualidade de vida deste.

6- Deixe uma mensagem sobre sua atuação ou sobre sua profissão.

É muito bom se sentir bem consigo e com o espelho! Mas é preciso ter cuidado na hora de entregar seu “cartão de visita” a um profissional! O tratamento estético facial, quando realizado por profissionais habilitados e capacitados tem excelentes resultados, não só visual, mas, como já dito antes, psicológico. Cuidado na hora da escolha!

Entrevista - Juliana Lopes, Fonoaudióloga Postado em Outubro 24th, 2008

Juliana Lopes - Fonoaudióloga

A Fga. Juliana Lopes é uma profissional formada há 4 anos no UNIPÊ e teremos o prazer de ler algumas colocações importantes quanto ao panorama atual da saúde, especialmente quanto à Fonoaudiologia.

1- Qual sua experiência como fonoaudióloga ?

Após a realização de diversos cursos de pós-graduação (especialização, aprimoramento profissional, aperfeiçoamento e cursos de extensão) e atendimento intensivo em hospitais e consultórios, minha vivência profissional se direcionou para as seguintes ‘áreas’:

  • Audiologia (Otoneurologia, reabilitação vestibular, exames eletrofisiológicos da audição, avaliação do processamento auditivo, adaptação de próteses auditivas e avaliação audiológica básica)
  • Motricidade Orofacial (Estética facial, queimaduras, paralisia facial, ATM, cirurgias ortognáticas, respiração oral e disartrofonia )
  • Disfagia neurogênica e mecânica
  • Fonoaudiologia Neonatal

2- Você acha que a ciência Fonoaudiológica tem mudado com o tempo?

Sim, é indiscutível e admirável o avanço que a Fonoaudiologia apresentou nos últimos anos, deixando de ter uma atuação mais dirigida ao nível terciário e passando a focalizar também a atenção primária à saúde. Além disso, grandes mudanças foram observadas com relação à ampliação dos ambientes e ramos de atuação do Fonoaudiólogo.

3- Do seu ponto de vista qual a concepção de futuro da profissão diante do panorama da saúde?

Em decorrência dos princípios doutrinários que regem o SUS, da ampliação dos campos de atuação e da crescente divulgação da nossa profissão, acredito que em um futuro breve as portas de acesso ao fonoaudiólogo estarão mais direcionadas e facilitadas, sendo, portanto, um reflexo da consolidação da nossa profissão como uma ciência imprescindível na área da educação e saúde, além de outros ramos de atuação, como a fonoaudiologia forense e empresarial.

4- Quais as dificuldades encontradas pelos profissionais e estudantes da fonoaudiologia? E qual a solução para tal problemática?

São inúmeros os desafios presentes na vida acadêmica e profissional dos fonoaudiólogos, no entanto considero como ponto crucial a falta de conhecimento da população, inclusive dos diversos profissionais da área de saúde, com relação à nossa ampla atuação. Para que exista uma conscientização da importância do nosso trabalho, cabe a cada um de nós ser responsável por divulgar incessavelmente a Fonoaudiologia, com a execução de um trabalho ético e científico, além do desenvolvimento de pesquisas, divulgação do nosso trabalho em eventos de áreas correlacionadas, realização de campanhas públicas, etc.

5- O que você acha que a Fonoaudiologia tem contribuido à saúde do Brasil?

O papel desempenhado pela Fonoaudiologia nos seus mais diversos âmbitos de atuação tem proporcionado grandes benefícios à população e ao Estado, uma vez que atua tanto na prevenção quanto na reabilitação de distúrbios relacionados a comunicação humana, evitando e minimizando transtornos na qualidade de vida dos indivíduos.

6- Como o profissional pode atuar em equipe? O trabalho em equipe ocorre apenas no campo da teoria?

O profissional atua em equipe ao compartilhar e agregar conhecimentos das mais diversas áreas correlacionadas ao trabalho em questão, seja de maneira direta (mais desejável) ou indireta, propiciando, dessa forma, um índice de êxito mais elevado na atuação de cada profissional, repercutindo de forma positiva no desígnio da equipe.
O trabalho em equipe é uma realidade já presente em nosso meio, porém se faz necessário que muitos paradigmas ainda sejam quebrados e/ou modificados para que o trabalho dos profissionais deixe de ser multiprofissional e passe a adotar uma postura/atuação interdisciplinar.

7- Deixe um recado aos leitores do site e comente algo importante que deixe uma onda positiva aos bravos fonos e estudantes!

A todos meus colegas de profissão, gostaria de escrever longas linhas compartilhando experiências, frustações, realizações… mas pelo que me conheço eu iria escrever taaaaaaaaaaanto que era capaz de só terminar em 2020 hihihihihi, então para evitar um ato descompensado de minha parte, serei sucinta lembrando apenas que todos aqueles que executam suas funções com amor e determinação jamais se arrependerão de terem seguido seus sonhos!!! E para finalizar deixarei a seguinte mensagem:

“Enquanto navega pela vida, não evite tempestades e águas bravias. Apenas deixe-as passar, apenas navegue. Sempre se lembre: Mares calmos não fazem bons marinheiro!”

Um abraço a todos e muito sucesso!

Fga. Juliana Lopes P. de Medeiros - Especialista em Audiologia/ Otoneurologia (PUC/SP)

Entrevista - Dido, Radialista e Cantor Postado em Outubro 23rd, 2008


Durante a correria do dia-a-dia de trabalho, shows e ensaios, conseguimos trocar uma idéia com o radialista e cantor Dido. Segue o bate-papo.

1- Fale um pouco sobre sua vida profissional. Quao importante é a sua voz pra sua vida profissional?

Bom, sou radialista trabalho na função de apresentador de programas de rádio e também sou cantor profissional há 10 anos. Minha vida profissional é minha voz, no meu caso, sem voz não há trabalho.

2- Ja houve necessidade de voce ser submetido a terapia ou orientação profissional quanto ao uso da voz?

Sim, a orientação é essencial. Já tive problemas sérios que, se caso eu não tivesse procurado um profissional, hoje poderia estar sem trabalho. Tive nódulos nas pregas vocais e precisei passar por um tratamento para superá-los.

3- Voce acha que as tecnicas de aquecimento e desaquecimento vocal sao importantes quanto ao seu desempenho vocal? Quais os benefios perceptiveis?

Claro! O aquecimento através de exercícios vocais é de suma importância! Pois, como outros grupos musculares nosso aparelho respiratório precisa ser preparado para um esforço maior, trabalhar com a voz sem fazer o devido “ritual” pode trazer graves problemas, como nódulos por exemplo.

Recomendo à todos que transformam a voz em seu instrumento de trabalho que percebam a verdadeira importância de sua voz. Como todo bom atleta precisa de um treinador e acompanhamento médico, o profissional da voz precisa de um fonoaudiólogo e de um otorrino! Não se trata de excesso de cuidado, mas de tratar com seriedade aquilo que nos dá prazer e sustento!